
“Jaeci Emerenciano Galvão esta na vida e na história da cidade do Natal। Ele é o pioneiro da fotografia moderna, dos flagrantes cibernéticos criados para os documentários representativos da sociedade natalense, à qual pertence. Nos meus primeiros anos de jornalismo encontrei nele o apoio indispensável como força complementar do meu trabalho. Tempos emocionais em que eu selecionava candidatas a Concursos de beleza e fazia reportagens sobre casamentos, festas de 15 anos, corridas de automóveis, assuntos a que dediquei muito tempo e valoratividade do meu trabalho. Jaeci foi fundamental. Quando a base de lançamento de Barreira do Inferno foi inaugurada, o primeiro foguete a ser lançado ao espaço foi um Nick Apache de fabricação americana. Ninguém, por este Brasil, sabia bem o que era isto e nunca havia testemunhado o lançamento de um foguete. Convidado para o emocionante acontecimento, chamei Jaeci para me acompanhar e documentar esse lançamento que foi divulgado em 14 Nações. Jaeci aceitou o desafio e entrou para a história das ações espaciais do País. Jornalistas e fotógrafos de todo o País, representando os maiores jornais e revistas se acomodaram no Mirante da Barreira do Inferno. Jaeci, também, juntamente comigo. hora em que o foguete-precursor disparou da plataforma central, o ruído que produziu na terra e o susto que pregou aos assistentes convidados, impediu que os fotógrafos de toda parte documentassem a trajetória do foguete rumo ao espaço sideral. Só Jaeci, exclusivamente Jaeci conseguiu fotografar a subida do foguete e, adulado, cedeu a foto à revista Manchete, poderosa à época, cujo fotógrafo havia perdido o flagrante. Depois, fui me aproximar outra vez de Jaeci, Comodoro do Iate, realizando uma fecunda administração, com crédito para pequenas obras, mas fundamentais a um melhor desempenho de clube que é cartão de visita da nossa capital. Muita coisa podia ainda ser dita, em boa justiça. Mas chega para o momento em que lhe homenageio.”
Paulo Macedo, jornalista.